“A SPPCV teve um papel preponderante na difusão da evolução da abordagem à patologia vertebro-medular”

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Dr. Nuno Salema Reis

É com orgulho que o neurocirurgião Nuno Salema Reis afirma ser sócio fundador da SPPCV.  Foi a sua visão agregadora que o levou a entrar neste desafio e, mais tarde, em 2011/2012, a assumir a presidência desta sociedade científica.

Acredita que a evolução “exuberante” do tratamento e seguimento da patologia da coluna vertebral no nosso país se deve, essencialmente, à união de esforços e conhecimentos entre as áreas envolvidas, sobretudo a Neurocirurgia e a Ortopedia, e que, ao longo dos anos, a SPPCV teve um papel essencial na sua difusão.

É sócio fundador da SPPCV. O que recorda dessa altura?

Nuno Salema Reis (NSR) – Recordo-me bem de ter participado na assembleia de fundadores da SPPCV que decorreu na sede da Sociedade de Ciências Médicas, na Av. da República, em Lisboa, e na qual foi constituída a Sociedade e preparadas as primeiras eleições para os corpos sociais, dos quais fiz parte como Tesoureiro da Direcção presidida pelo Dr. João Cannas
Posso assim considerar-me, com muito orgulho, um dos sócios fundadores da Sociedade. Recordo igualmente as reuniões que precederam aquela assembleia, nomeadamente as realizadas em Coimbra, em que foram vivamente discutidos vários aspetos, curiosamente, entre os quais, o nome a dar à Sociedade que pretendíamos fundar.

O que o levou a tornar-se sócio fundador desta sociedade científica e, até mesmo, a assumir a sua presidência no biénio 2011/2012?

NSR – A SPPCV nasceu da visão comum dos seus promotores, particularmente, no que respeita ao diagnóstico e tratamento das doenças vertebro-medulares.
Sendo eles maioritariamente provenientes das áreas ortopédica e neurocirúrgica, uma das metas a atingir, subjacente à sua fundação, seria uma maior uniformidade/identidade de posturas diagnósticas e terapêuticas, no âmbito da patologia da coluna, com maior incidência nos seus aspetos cirúrgicos. Ser associado da SPPCV, e candidatar-me a seu presidente, refletiu o meu profundo compromisso com essa visão agregadora.

Qual a mais-valia de se congregar médicos de diferentes áreas ligadas ao tratamento da patologia da coluna numa mesma sociedade científica? A área evoluiu com esta união?

NSR – 
Sem dúvida, a abordagem da patologia vertebro-medular evoluiu universalmente nos últimos anos de uma forma exuberante e, no nosso país, a SPPCV teve um papel preponderante na difusão dessa evolução. E tal somente foi possível devido à união de esforços dos especialistas provenientes das várias áreas, mais notoriamente entre ortopedistas e neurocirurgiões e sempre contando com as restantes áreas de diferenciação que atuam nas doenças vertebro-medulares.

Quais os principais desafios que lhe foram colocados durante o seu mandato como presidente da Direção? 

NSR – 
Em 2011 estava ainda em causa a consolidação de uma Sociedade muito jovem e, assim, a Direcção a que presidi propôs-se robustecer aspetos administrativos (uma nova sede, a contabilidade, a reforçar o Secretariado), para além de garantir as reuniões científicas da SPPCV. Um dos objetivos comuns às várias Direções – equacionar a criação de uma competência em cirurgia vertebral (“spine surgeon”) na Ordem dos Médicos – levou à efetivação de algumas reuniões entre membros das Direcção dos respetivos colégios de especialidade, contudo, sem significativo sucesso. Mantêm-se como meta, em minha opinião, de alcance desejável.

Atingiram os objetivos a que se propuseram? Quais foram?

NSR – 
Julgo que raramente uma Direcção de uma Sociedade Médica se terá sentido plenamente satisfeita com o atingimento dos objetivos delineados. Também connosco perpassou esse sentimento ao terminar o mandato e, no momento de passar a pasta, sentimos que muito ficou por fazer. O passar de testemunho incluiu nos votos de sucesso, o desejo de efetivação dos projetos que ficaram por concretizar.

Quais os próximos passos a dar para o desenvolvimento do tratamento da patologia da coluna e para o bem-estar dos doentes?

NSR – À SPPCV caberá sempre a promoção da divulgação do conhecimento consolidado e das inovações diagnósticas e terapêuticas de comprovada qualidade técnica e científica. Esse será o melhor serviço que poderá prestar aos profissionais de saúde intervenientes nesta patologia e aos doentes dela sofredores.

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