XIV Congresso da SPPCV reforça comunidade e debate desafios emergentes na cirurgia da coluna

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O XIV Congresso da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) cumpriu as expectativas traçadas pela organização, destacando-se pela qualidade científica, forte participação e aposta em temas emergentes como as redes sociais e a inteligência artificial. O balanço é feito por Carla Reizinho, que sublinha o sucesso global do encontro.

“As principais expectativas eram debater os principais dilemas atuais da nossa prática clínica, não só do ponto de vista técnico-científico, mas também noutros âmbitos, como a presença nas redes sociais e a adaptação a um mundo em constante evolução tecnológica. Acho que fomos bem-sucedidos nesse domínio”, afirma.

A vertente de networking foi igualmente uma prioridade e, segundo a responsável, concretizada com sucesso: “Também era objetivo conectar a comunidade de cirurgia da coluna. A corrida/caminhada e o jantar do congresso com o quiz foram boas estratégias nesse sentido.”

Outro dos pontos fortes foi o envolvimento de várias sociedades científicas internacionais. “Conseguimos envolver a AO Spine, a Eurospine, a SILACO e a EANS. Considero que isso foi uma grande mais-valia e um dos determinantes do sucesso”, destaca Carla Reizinho, acrescentando ainda a importância de dar visibilidade aos grupos de trabalho da SPPCV através de mesas-redondas temáticas.

O congresso contou com 182 participantes, aos quais se somaram 30 inscritos na sessão paralela dedicada à patologia da coluna na urgência. “Tivemos também um recorde de abstracts enviados, no total de 58”, refere.

Quanto ao feedback, a presidente da comissão organizadora não tem dúvidas: “Até agora tem sido muito positivo. Foi destacada a qualidade do programa científico e o cumprimento dos tempos.”

Entre os temas mais marcantes, Carla Reizinho salienta sobretudo os mais inovadores: “As sessões mais ‘fora da caixa’, acerca da participação nas redes sociais e da revolução da inteligência artificial, tiveram muita aceitação e participação nos períodos de discussão.”

Olhando para o futuro, reconhece margem de progressão: “Podemos sempre conseguir um programa científico ainda mais rico e envolver mais especialidades além dos neurocirurgiões e ortopedistas de forma mais ativa. Poderá também haver vantagem em associar cursos pré-congresso com treino em espécimes anatómicos ou simuladores.”

A responsável deixa ainda uma nota de confiança na próxima edição, que será organizada por Ricardo Rodrigues-Pinto: “Estou certa de que fará um trabalho excelente e elevará a fasquia de qualidade.”

Por fim, Carla Reizinho sublinha o papel estruturante do congresso para a área: “O Congresso anual da SPPCV é fundamental para fomentar um espírito de comunidade entre todos os cirurgiões da coluna. Permite uma atualização permanente à luz do melhor que se faz no mundo e é um fórum essencial para discutir como nos devemos posicionar para o futuro. A partilha de experiências traduz-se, necessariamente, numa melhoria dos resultados para os doentes.”

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